HISTÓRIA DA PAIXÃO DE CRISTO DE CUITÉ

A Paixão de Cristo que é realizada em Cuité, município localizado na região Curimataú da Paraíba, á 235 km da capital, surgiu entre os anos de 1990 e 1993, partindo a iniciativa de dona Marileide Santos Souza, e reuniu pessoas da comunidade das Graças que, inicialmente, com 13 participantes, interpretavam Maria e os 12 discípulos em uma dramatização que acontecia durante o dia.

 

Dona Marileide, que até hoje se emociona ao recordar da história, era a Presidente da Capela das Graças, e com o apoio de um grupo de escoteiros, de Dona Áurea e Padre Donato, além da própria comunidade, deu início ao trabalho de preparação e realização da Paixão de Cristo de Cuité que, pelos posteriores mais de 15 anos, encantou e emocionou os cuiteenses.

 

Nos 2 primeiros anos de encenação, a Paixão de Cristo aconteceu na frente da própria Capela da comunidade das Graças, passando a ser apresentada durante a noite e no Olho D’água da Bica, onde hoje é realizada, a partir do 3º ano, período em que dona Marileide passou a contar o apoio de Heronides na coordenação do trabalho.

 

As primeiras roupas usadas na apresentação foram feitas de saco, e as 3 primeiras cruzes que crucificariam Jesus e os 2 ladrões, foram feitas e doadas por Chico Cândido, irmão do prefeito da época, Dr. Cícero Cândido.

 

O Olho D’água da Bica, hoje principal e único cenário da apresentação, era apenas um dos espaços usados para a encenação que, naquele tempo, era feita em outros pontos da cidade, como a crucificação que acontecia ao lado do antigo matadouro público, no início da ladeira que dá acesso ao campus da UFCG.

 

O Projeto teria crescido a partir de 1996, quando quem coordenava o espetáculo era o Grupo TEAC – Teatro Amador de Cuité - tendo Fabiano Valério como um dos principais responsáveis.

 

Naquele tempo o custo para a realização do espetáculo já era muito alto, mesmo assim, a comunidade contribuía e juntamente com a prefeitura todos os custeios eram cobertos e, no final das contas, como a própria Dona Marileide ainda conta, “tudo dava certo”.

 

Antes do resgate, o último registro da Paixão de Cristo, em Cuité, foi em 2006. O projeto foi paralisado devido não possuir os recursos necessários para colocá-lo em prática nos anos seguintes.

Após 8 anos da não realização do espetáculo da Paixão de Cristo na cidade, a Prefeitura Municipal de Cuité, em 2014, uniu-se ao CES/UFCG e ao Ponto de Cultura Portadores de Eficiência, e juntamente com o apoio de comerciantes e empresários, e agora com a direção do Cineasta cuiteense Ismael Moura, a apresentação foi resgatada e logo ganhou a marca do maior espetáculo ao ar livre da Paraíba, com uma estrutura de luzes, som e equipamentos que possibilitaram gerar efeitos especiais.

 

Em 2014, ano em que a Paixão de Cristo de Cuité foi resgatada, o espetáculo aconteceu nos dias 17 e 18 de abril, e recebeu cuiteenses que moram em outras cidades e estados, e que não vinham a muitos anos à cidade, bem como turistas e autoridades. Para prestigiar o resgate do espetáculo, as pessoas contribuiriam com um 1 Kg de alimento não perecível, o que resultou na arrecadação de aproximadamente 15 toneladas de alimentos, que foram destinados ao banco de alimentos do município.

 

O Olho D’água da Bica, considerado o maior teatro ao ar livre da Paraíba, foi mais uma vez o cenário a reviver a história daquele que morreu para nos salvar e deixou registrada sua história e seu exemplo para a humanidade.

 

Nos anos posteriores, 2015 (02 e 03 de Abril) e 2016 (24 e 25 de Março), respectivamente, a união em volta da continuidade do espetáculo se fortaleceu e ganhou novos apoios, o que permitiu a direção do espetáculo melhorar a estrutura, criar novos efeitos, acrescentar cenas e, inclusive, em 2016, contar com a participação de Ninão, o homem mais alto do Brasil, o qual interpretou um dos demônios.

 

Em sua 4ª edição, após o resgate, a Paixão de Cristo de Cuité levou para o público de 2017 muitas novidades. A primeira delas foi a mudança do ator responsável por interpretar Jesus, que nas 3 edições anteriores foi João Andrade, um cuiteense que mesmo distante, em 2016, saiu de São Paulo e veio à Cuité tão somente fazer parte da apresentação. Em 2017, o papel de Jesus foi vivido por Françoá Shimury, modelo cuiteense, Mister Eco Paraíba 2017 e o Mister Eco Simpatia 2017.

 

O espetáculo que nos 3 anos anteriores já teria reunido um público superior a 60 mil pessoas, foi apresentado, em 2017, nos dias 12, 13 e 14 de abril, sendo mais uma das novidades o acréscimo de um dia, quando nas edições anteriores eram apenas 2 dias de encenação. A iniciativa partiu do fato de que muitas pessoas chegavam ao 2º dia sem que pudessem prestigiar a apresentação pela lotação do espaço do Olho D’água da Bica.

2018 - A Companhia Cuiteense de Teatro, atualmente responsável pela realização do evento, juntamente com o CES/UFCG, renovaram mais uma vez a parceria para proporcionar o engrandecimento da cultura local, aquecer a economia e colocar Cuité num calendário fixo e de visualização regional, estadual e nacional, tornando-se destino certo dos turistas que buscam exatamente o que a nossa cidade oferece.

 

Uma estrutura ainda maior, conquistada através do apoio importante dos parceiros do espetáculo, fará com que o público mais uma vez se emocione e se encante com os novos efeitos, novas cenas e muitas novidades que poderão ser conferidas nos dias 29, 30 e 31 de março.

 

Entre equipe técnica e atores, o espetáculo contará, em 2018, com a participação de um elenco superior a 300 pessoas.

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